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19

maio

Royal Botanic Gardens, Londres

Passear em Kew é uma experiência única! Tudo, simplesmente tudo, é belo! Cada canteiro planejado e executado com perfeição e sensibilidade. A arquitetura das estufas e de outras construções e estruturas vem somar à graciosidade dos jardins.

Criado no século XVIII – época em que a Inglaterra começa a despertar para a ciência e exploradores europeus se dispersam pelo mundo à procura de novos conhecimentos – Kew Gardens tem hoje a maior coleção de plantas vivas do mundo.

Nossos olhos se perdem entre tantas formas, cores e tons, tamanha a diversidade biológica. De plátanos e pinheiros de diferentes espécies a um espelho d’água com uma coleção de ninfeias!

E claro que plantas brasileiras não poderiam faltar. Lá encontramos a seringueira (Hevea brasiliensis), a gigante vitória-régia (Victoria amazonica), a delicada ninfeia (Nymphaea amazonum), a charmosa barba-de-velho (Tillandsia usneoides), a cavalinha (Equisetum giganteum) e até a ‘indesejável’ – que eu acho linda – dormideira (Mimosa pudica) entre muitas outras.

A sensibilidade no Kew Gardens é também observada nas áreas reservadas para as espécies nativas anuais, que, em seu ciclo natural, se desenvolvem e se sucedem umas às outras, dando ao jardim um requinte natural todo especial.

Muito além dos exuberantes jardins, Kew é um centro de referência quando o assunto é botânica. Inúmeras pesquisas que abordam diversos temas como conservação de espécies e botânica econômica são lá desenvolvidas. E o que é bonito de se ver na ciência, é a colaboração entre pesquisadores de diversas nacionalidades. O Brasil não fica de fora e a parceria entre Kew e pesquisadores brasileiros tem rendido muitas descobertas.

Kew Gardens é encantador por sua imponente simplicidade.

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