Image Image Image Image Image

Arquivos Sem categoria - Bel Harris | Paisagismo & Revitalização Ambiental

10

ago

O DOCE MUNDO DAS ABELHAS

Abelhas são insetos imprescindíveis para a nossa sobrevivência neste planeta. Através da polinização de nossas lavouras, nos oferecem serviço ambiental valioso.

A abelha africanizada (Apis mellifera) é a abelha mais conhecida entre nós. É fruto do cruzamento entre duas subespécies, uma europeia e outra africana, que foram trazidas para o Brasil para a produção de mel. Escapando do cultivo, tornou-se invasora por todo o país e um grave problema ambiental e de saúde pública, o que maculou a reputação das abelhas em geral.

Mas a verdade é que a agressividade da abelha africanizada é uma exceção. No Brasil temos os Meliponineos, grupo de abelhas sociais sem ferrão, o que significa que são inofensivas e que podem e devem conviver conosco sem qualquer problema.

É, portanto, imprescindível nos inteirarmos deste assunto para defendermos a natureza. Afinal, sem polinização, não há alimento.

A Rede Globo apresentou uma excelente reportagem sobre o mundo das abelhas. Vale à pena conferir.

Aos 10 minutos aborda a Apis mellifera. Aos 33 minutos, as abelhas nativas sem ferrão.

Reportagem da Rede Globo sobre abelhas

19

maio

Royal Botanic Gardens, Londres

Passear em Kew é uma experiência única! Tudo, simplesmente tudo, é belo! Cada canteiro planejado e executado com perfeição e sensibilidade. A arquitetura das estufas e de outras construções e estruturas vem somar à graciosidade dos jardins.

Criado no século XVIII – época em que a Inglaterra começa a despertar para a ciência e exploradores europeus se dispersam pelo mundo à procura de novos conhecimentos – Kew Gardens tem hoje a maior coleção de plantas vivas do mundo.

Nossos olhos se perdem entre tantas formas, cores e tons, tamanha a diversidade biológica. De plátanos e pinheiros de diferentes espécies a um espelho d’água com uma coleção de ninfeias!

E claro que plantas brasileiras não poderiam faltar. Lá encontramos a seringueira (Hevea brasiliensis), a gigante vitória-régia (Victoria amazonica), a delicada ninfeia (Nymphaea amazonum), a charmosa barba-de-velho (Tillandsia usneoides), a cavalinha (Equisetum giganteum) e até a ‘indesejável’ – que eu acho linda – dormideira (Mimosa pudica) entre muitas outras.

A sensibilidade no Kew Gardens é também observada nas áreas reservadas para as espécies nativas anuais, que, em seu ciclo natural, se desenvolvem e se sucedem umas às outras, dando ao jardim um requinte natural todo especial.

Muito além dos exuberantes jardins, Kew é um centro de referência quando o assunto é botânica. Inúmeras pesquisas que abordam diversos temas como conservação de espécies e botânica econômica são lá desenvolvidas. E o que é bonito de se ver na ciência, é a colaboração entre pesquisadores de diversas nacionalidades. O Brasil não fica de fora e a parceria entre Kew e pesquisadores brasileiros tem rendido muitas descobertas.

Kew Gardens é encantador por sua imponente simplicidade.

06

maio

Um passeio em Londres – Kensington Gardens

Os jardins de Londres me fascinam!

Hoje vou falar um pouquinho deste deslumbrante jardim do Palácio de Kensington.

O Kensington Palace foi a primeira moradia do Príncipe Charles e da Princesa Diana, que morou lá por 15 anos. Contam que ela gostava muito deste jardim e costumava passear por ele e conversar com os jardineiros, que dizem ter sido ela sempre, além de espirituosa, muito gentil e carinhosa.

O palácio hoje é habitado por seus filhos, William e Harry,  sua nora Kate e  seus netos, George e Charlotte.

Neste ano o jardim do palácio real foi projetado especialmente em tributo à Lady Di, falecida há 20 anos, e foi batizado de ‘White Garden’.  O projeto paisagístico foi concebido baseado em informações prestadas por quem a conhecia de perto e remete à simplicidade, doçura, elegância e sensibilidade da princesa.

Diana apreciava cores pastéis com tonalidades de rosa, amarelo e branco.

Agora, início da primavera, tulipas das variedades ‘Diana’, ‘Spring Green’ e ‘Purissimus’, juntamente com narcisos, jacintos e íris, despontam entre miosótis, cosmos e gauras brancas, formando conjuntos suavemente vibrantes e delicados. No verão, o espelho d’água receberá vasos com rosas brancas ao seu redor e o ‘White Garden’ ficará ainda mais lindo!

20170419-KensingtonGardens-London (8) 20170419-KensingtonGardens-London (44)

03

fev

Ora-pro-nobis

Pereskia aculeata Mill

Brasileira, a ora-pro-nobis ou lobrobrô é um arbusto escandente semilenhoso, muito ramificado e bastante volumoso. Tem folhas escuras e levemente carnosas.

Suas folhas, flores e  frutos são comestíveis e muito saborosos. Com alto valor nutritivo, a planta é rica em proteínas e sais minerais.

As flores vistosas surgem em pequenas inflorescências terminais e axilares desabrochando em grande quantidade e formando um espetáculo à parte.

Sob o ponto de vista ecológico é bastante interessante, pois oferece grande quantidade de pólen para nossas abelhas nativas que a procuram avidamente.

É uma planta de fácil cultivo. Os únicos cuidados são escolher um local ensolarado com solo fértil com boa drenagem e que não fique na passagem para que seus espinhos não machuquem ninguém.

01

fev

Organizando a nova morada

Melipona quadrifasciata 

Elas vão e vêm.

Saem em busca de pólen, néctar, resina e óleos vegetais e barro. Lá dento tudo organizado. Disco de cria, potes com mel e pólen. Os trabalhos são divididos por idade. As mais novinhas cuidam da faxina, da confecção dos alvéolos e potes, preparam e colocam alimento para as crias, paparicam a rainha, cuidam da portaria e, quando já adultas, vão em busca de recursos.

São fascinantes essas abelhinhas!

01

dez

A biodiversidade em questão

A perda da biodiversidade compromete nosso futuro como espécie neste planeta. Diariamente várias espécies são extintas sem que sequer tenhamos nos dado conta de sua existência.
Certamente muitas delas poderiam nos ter sido úteis de alguma forma. A indústria, de uma maneira geral, se utiliza de muitas fontes animais e vegetais para produção de medicamentos, alimentos, e inúmeros outros produtos. Nunca saberemos de seus potenciais.
Porém, existem coisas que já sabemos. Uma delas é do imprescindível papel ecológico que as abelhas desempenham ao visitar as flores. São elas as responsáveis pela polinização da grande maioria das espécies vegetais, incluindo aquelas que cultivamos para fins alimentícios.
Bem, a triste notícia é que sabemos que as abelhas de uma forma geral estão correndo sério risco e podem vir a ser extintas. Se isto acontecer corremos nós também o mesmo risco, pois ficaremos sem alimento.
Esta análise parece dramática demais para uma civilização que se acha tão poderosa, capaz de sondar de átomos a outros planetas. Mas a verdade é que somos frágeis e dependemos do equilíbrio ambiental da mesma forma que todas as outras espécies de seres viventes na Terra.
Cada um de nós, individual e coletivamente, é responsável pela manutenção da vida neste orbe. Eu acredito que somente o respeito à Natureza e suas leis poderá nos conduzir a outro destino.
Rubus-rosifolius_flor2

Abelhas entram para a lista de espécies em extinção

12

set

Velhas Árvores

Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas…

O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem;

Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Olavo Bilac

Singela homenagem ao meu querido tio, Jorge Nogueira de Camargo, que deixou, além da saudade e do exemplo, inúmeras árvores plantadas na cidade de São Paulo. Este ipê vive há 30 anos no jardim de sua residência.
Tio Jorge partiu, mas elas nos falam dele.

11

set

Jardins valorosos

Toda a chuva deste inverno no Sudeste nos fez esquecer um pouco o risco que corremos de um dia tudo isto virar deserto. Porém o problema persiste e não podemos deixar de buscar soluções. Mas se engana quem pensa que eliminar jardins ou plantar suculentas ajude a resolver esta questão. Definitivamente não! As plantas são nossas aliadas. Buscam água nas profundezas do solo e, através de suas folhas, umidificam o ar que respiramos. Suas raízes penetram o solo e recuperam sua estrutura, permitindo que as águas das chuvas percolem e abasteçam nossos reservatórios subterrâneos. Essas águas retornam através das próprias árvores e também pelas nascentes, chegando às nossas represas.
Mas notem a importância dos arbustos e herbáceas. Embora suas raízes não sejam tão profundas, trabalham o solo superficialmente, impedindo sua impermeabilização.
E bato na mesma tecla: todo jardim, por menor que seja, pode sim agregar valores ambientais.
Depende de nós.

Reservatórios

01

ago

Pyrostegia venusta

É no inverno que floresce a flor-de-são-joão. Flor símbolo da cidade de Campinas, é um cipó rústico muito comumente visto na beira de estradas de todo o Brasil. Compete bravamente com capins invasores e é importante recurso floral para beija-flores e abelhas nativas, que nesta época do ano têm dificuldade em encontrar alimento. A espécie tipo produz flores laranja vibrante, mas existe a variedade com flores amarelas, igualmente vibrantes. É uma trepadeira de fácil cultivo que merece espaço em nossos jardins. Sua folhagem é bela e as flores magníficas.

 

23

jul

Beleza, perfume e pássaros!

Arbusto nativo do Brasil mas raramente visto em nossos jardins, a Calliandra brevipes var. alba é um show à parte quando floresce. Coberta com seus pompons alvos e suavemente perfumados,  convida beija-flores e cambacicas a apreciar seu néctar.

É uma planta rústica, de fácil cultivo. Podada, pode ser utilizada como cerca-viva. Mas deixando seu crescimento livre, com seu porte natural, também fica esplêndida.